Plano Plurianual de Acessibilidade Digital
Introdução
Em conformidade com o artigo 47 da Lei n.º 2005-102, de 11 de fevereiro de 2005, relativa à igualdade de direitos e oportunidades, à participação e à cidadania das pessoas com deficiência, alterada pela Lei para uma República Digital de 7 de outubro de 2016, a Wesco compromete-se plenamente a tornar acessíveis todos os seus serviços de comunicação ao público em linha.
O presente Plano Plurianual de Acessibilidade Digital (PPAD) abrange o período de 2026-2028. Insere-se no quadro jurídico nacional e europeu, nomeadamente em referência ao Referencial Geral de Melhoria da Acessibilidade (RGAA) e à Diretiva Europeia 2019/882 relativa aos requisitos de acessibilidade aplicáveis a determinados produtos e serviços.
A elaboração deste documento traduz a vontade da empresa em fazer da acessibilidade digital um instrumento de responsabilidade social, de desempenho sustentável e de inovação ao serviço de todos. Este PPAD e os respetivos planos anuais associados serão avaliados e atualizados regularmente.
1. Política de Acessibilidade da Wesco
1.1. Política de inclusão e consideração da deficiência
Na Wesco, a inclusão e a consideração da deficiência estão no centro da cultura empresarial. A empresa valoriza a diversidade e compromete-se a oferecer um ambiente de trabalho acessível e acolhedor. Esta abordagem reflete uma vontade contínua de melhoria e de igualdade de oportunidades para todos.
1.2. Consideração da acessibilidade digital na entidade
A política de acessibilidade digital da Wesco visa garantir o acesso de todos os utilizadores, em particular daqueles em situação de deficiência, aos seus serviços e conteúdos digitais. Esta abordagem assenta numa vontade de inclusão e de respeito pela diversidade.
O PPAD formaliza esta política detalhando os dispositivos implementados: governação dedicada, organização interna adaptada, ações de formação, integração da acessibilidade nos processos de gestão de projetos, bem como métodos de testes e auditorias que asseguram uma melhoria contínua.
2. Recursos humanos e financeiros atribuídos à acessibilidade digital
2.1. Pessoas
A elaboração, o acompanhamento e a atualização do PPAD são da responsabilidade do Responsável pela Acessibilidade Digital (RAD), cuja missão é assegurada pelo responsável de RSE, diretamente ligado à direção.
O RAD é acompanhado por representantes de acessibilidade digital presentes nos serviços de comunicação e informática, garantindo uma abordagem transversal e operacional.
2.2. Missão do RAD
A sua missão consiste em promover a acessibilidade através da divulgação de normas e boas práticas, apoiar as equipas internas, nomeadamente por meio de ações de formação, controlar e garantir a aplicação da Lei n.º 2005-102 mediante auditorias regulares, assegurar o tratamento dos pedidos dos utilizadores e, de forma geral, a qualidade do serviço prestado às pessoas com deficiência.
O RAD tem a responsabilidade e autoridade para:
- Garantir que os processos necessários à consideração da acessibilidade estão estabelecidos, implementados e mantidos.
- Informar a direção geral sobre o nível de acessibilidade e eventuais necessidades de melhoria.
- Garantir que a formação sobre requisitos de acessibilidade é realizada em toda a empresa, especialmente para novos colaboradores.
- Ser o ponto de contacto único para todas as questões de acessibilidade digital na entidade.
2.3. Governação e dispositivo de pilotagem
A governação da acessibilidade digital assenta num comité de pilotagem dedicado, composto pelo RAD e pelos representantes dos serviços Web e Informática. Este comité define as ações de melhoria a implementar, nomeadamente com base nos resultados das auditorias.
A implementação operacional das melhorias é assegurada pelos serviços Web e Informática.
Um comité de acompanhamento reúne-se semestralmente para avaliar progressos, ajustar prioridades e garantir a continuidade da abordagem.
2.4. Orçamento
Os orçamentos ligados à acessibilidade digital estão integrados no orçamento Web e no plano de formação da empresa. Podem ser ajustados em função dos riscos identificados e das oportunidades de melhoria, garantindo assim uma abordagem evolutiva e adaptada às necessidades.
3. Organização implementada
3.1. Consideração da acessibilidade nos novos projetos
Os objetivos de acessibilidade digital e de conformidade com o RGAA são integrados desde o início dos projetos, como requisitos fundamentais. São considerados em todas as etapas, desde a definição da necessidade até à implementação e testes de validação. Esta abordagem garante que a acessibilidade é um eixo estruturante do projeto.
3.2. Consideração da acessibilidade digital nos procedimentos de contratação
A acessibilidade digital e a conformidade com o RGAA serão integradas como cláusulas contratuais nos concursos e orçamentos. Estes critérios participarão na avaliação da qualidade das propostas dos prestadores, nomeadamente dos prestadores informáticos.
3.3. Processo de controlo e validação
Cada site web ou aplicação é sujeito a um controlo de acessibilidade aquando da sua publicação inicial, de uma atualização maior, de uma reformulação ou após ações de conformidade. Este controlo permite estabelecer uma declaração de acessibilidade nos termos da lei.
Os testes de acessibilidade também são integrados nos testes de não regressão para garantir a sustentabilidade das melhorias e a conformidade contínua dos serviços digitais.
3.4. Testes com utilizadores
Os testes com utilizadores desempenham um papel essencial na verificação da acessibilidade dos serviços digitais. Quando realizados, a Wesco assegurará, sempre que possível, a presença de pessoas com deficiência no painel de utilizadores.
3.5. Tratamento dos retornos dos utilizadores
Em conformidade com os requisitos do RGAA e com as expectativas dos utilizadores, a Wesco disponibiliza um formulário de contacto em cada site ou aplicação sob sua responsabilidade, permitindo que pessoas com deficiência assinalem dificuldades de acesso.
Os pedidos recebidos são acompanhados pelo RAD, em articulação com os serviços Web e Informática.
Após o envio do formulário, o serviço de RSE analisa o pedido, identifica as causas, elabora um plano de ações corretivas e assegura o seu acompanhamento até ao encerramento.
4. Gestão de competências
4.1. Formação e sensibilização
Será implementado um plano de formação dedicado à acessibilidade digital para os colaboradores envolvidos. As necessidades serão identificadas durante entrevistas individuais, e o serviço de RH procurará formações adequadas.
A validação da formação será feita em conjunto com o colaborador e o seu responsável, garantindo uma evolução de competências eficaz e direcionada.
4.2. Recurso a competências externas
Sempre que necessário, a Wesco recorre a especialistas externos para reforçar a sua abordagem de acessibilidade digital. A empresa Urbilog Compéthance EA, especializada neste domínio, intervém nomeadamente em ações de formação, realização de auditorias e apoio às equipas na conformidade dos serviços digitais.
4.3. Procedimentos de recrutamento
É dada especial atenção às competências em acessibilidade digital, sobretudo para colaboradores envolvidos nos serviços digitais. As descrições de funções serão atualizadas e os procedimentos de recrutamento adaptados para integrar estes requisitos.
Os colaboradores que ocupem funções-chave receberão formação adequada caso os seus conhecimentos de acessibilidade não sejam suficientes, garantindo assim uma evolução coerente com os desafios da empresa.
5. Âmbito técnico e funcional
5.1. Estado atual
A Wesco gere vários sites web, extranets, intranets e diversas aplicações destinadas ao público ou aos seus colaboradores. O inventário será atualizado nos planos anuais de acessibilidade digital e priorizado segundo critérios como :
- A afluência,
- O serviço prestado,
- A criticidade,
- O ciclo de vida (data da próxima reformulação),
- As tecnologias utilizadas.
Nos serviços abertos ao público, já foi realizada uma auditoria ao site. Após o período de correção, está prevista uma auditoria de controlo para reavaliar o nível de conformidade.
5.2. Avaliação dos planos anuais e do plano global
Os planos anuais e o PPAD não são documentos fixos e evoluem em função dos resultados das ações realizadas.
No final de cada ano será realizado um balanço do plano de ações. Ao fim de três anos, será realizada uma avaliação global do plano.
Um balanço anual será igualmente apresentado à direção.
6. Plano de ações para 2026
Este plano pode ser atualizado sem aviso prévio. A versão online é a única versão de referência.
6.1. Inventariação dos serviços digitais
Com o apoio dos serviços informáticos, será elaborada uma cartografia dos serviços digitais. Esta constituirá a base para definir e hierarquizar as ações necessárias.
6.2. Estratégia de testes
Serão integradas verificações automáticas de acessibilidade na cadeia de testes, especialmente para componentes críticos ou recorrentes.
Um conjunto de critérios de acessibilidade será definido e validado antes das entregas, seja na fase de design, desenvolvimento ou testes, reforçando a qualidade e a conformidade dos serviços digitais.
6.3. Atualização dos procedimentos internos
Os procedimentos internos relevantes serão atualizados para integrar conceitos de acessibilidade digital. Esta evolução visa reforçar a consideração da acessibilidade nas etapas de criação de projetos digitais relacionados com design e desenvolvimento.